Farinha de trigo, de mandioca, de milho ou de rosca: entenda as diferenças e saiba quando usá-las

Farinha de trigo faz mal? Farinha de mandioca tem glúten? Farinha de milho serve para quê? Farinha de rosca vem da onde? Em meio a tantos ingredientes, às vezes pode ser difícil entender quais são as diferenças entre eles e em quais pratos utilizar cada um.

Pensando nisso, preparamos este artigo para ajudar você a entender as características de cada farinha e saber com quais receitas elas combinam mais. Confira:

1. Farinha de trigo

A farinha de trigo é a mais comum no dia a dia da maior parte das pessoas, pois esta é a farinha utilizada primordialmente para o preparo de massas e produtos de panificação, como pães, bolos, tortas e bolachas.

Essa preferência é justificada pelo fato de ela possibilitar o crescimento desses alimentos ao mesmo tempo em que confere maciez e elasticidade. É por isso que o pão fica fofinho e não se esfarela tão facilmente.

Essas propriedades são conferidas pela alto teor de amido (85% de sua composição) e também do glúten, uma proteína presente em cereais como trigo, centeio e cevada. Quando a massa de pão é sovada, essa proteína cria uma rede com espaços capazes de armazenar o gás carbônico gerado pelas leveduras do fermento, permitindo que o pão cresça e fique macio.

Entretanto, o glúten pode causar uma reação alérgica no intestino, levando a sintomas desagradáveis que caracterizam a doença celíaca. Estima-se que 1% da população tenha essa restrição, enquanto 5% têm algum grau de intolerância. Nesses casos, é necessário substituir a farinha de trigo por outras farinhas – porém, para quem não tem essas condições, o consumo desse ingrediente é seguro.

Além disso, é importante lembrar que a farinha de trigo integral é mais saudável que a branca, pois ela não passa por tantas etapas de refinamento e, dessa forma, preserva melhor seu conteúdo de minerais, vitaminas, proteínas e fibras.

2. Farinha de mandioca

A farinha de mandioca é fabricada a partir da mandioca (ou aipim) desidratada e moída e está presente na nossa alimentação principalmente nas farofas, sendo o ingrediente básico para este prato.

Além disso, essa farinha pode ser empregada no preparo de pudins e molhos, pois ela tem uma grande capacidade de gelatinização e confere elasticidade a pratos que devem ser cremosos.

Em relação à farinha de trigo, a farinha de mandioca oferece benefícios como conter uma maior quantidade de fibras e vitamina C, além de não ter glúten – portanto, ela é uma boa opção para pessoas que não podem consumir essa proteína.

Contudo, justamente por ser livre de glúten, essa farinha não consegue proporcionar o aspecto aerado para preparações como bolos. Dessa forma, é preciso combiná-la com ingredientes como bicarbonato de sódio e claras em neve para obter essa característica e deixar a massa mais leve.

3. Farinha de milho

Obtida a partir da moagem do milho, essa farinha se diferencia do fubá por estar na forma de flocos, enquanto aquele é apresentado como grãos – embora os dois nomes sejam considerados sinônimos pela Anvisa.

Bastante acessível, a farinha de milho pode ser utilizada no preparo de pães, bolos, cuscuz e farofas, entre outras receitas. Assim como a farinha de mandioca, este ingrediente é livre de glúten, de modo que ele pode ser empregado como substituto da farinha de trigo.

Outra vantagem dessa farinha é que ela herda características do milho, sendo uma boa fonte de zinco, ferro e carotenoides. Dessa forma, ela contribui para o fortalecimento do sistema imunológico, o combate à anemia e a manutenção da saúde da visão.

Além disso, por ser um alimento integral, a farinha de milho é rica em fibras, que ajudam a diminuir a absorção de gordura e açúcar, promovendo um melhor controle das taxas de colesterol e glicose. Outro benefício das fibras é proporcionar mais saciedade, uma propriedade que é reforçada pela presença da niacina (vitamina B3), que auxilia no combate à ansiedade e à compulsão alimentar.

4. Farinha de rosca

A farinha de rosca é preparada a partir da moagem do pão seco e é bastante utilizada para empanar alimentos como bife, filé de frango, peixes, bolinhos, legumes etc., deixando uma textura crocante depois de fritar ou assar.

Além disso, esse ingrediente pode ser empregado no preparo de farofas e tortas e em receitas doces, como bolos, pudim de pão e rabanada. Outro uso comum da farinha de rosca é para engrossar molhos e caldos e dar liga a alguns pratos.

Por ser derivada do pão, que é feito com farinha de trigo, a farinha de rosca também tem glúten e não deve ser consumida por quem tem intolerância ou é celíaco – a não ser que o pão seja livre dessa proteína.

Agora que você conhece as diferenças entre farinha de trigo, farinha de mandioca, farinha de milho e farinha de rosca, ficará mais fácil optar entre uma e outra na hora de preparar suas refeições. Porém, se você tem alguma restrição alimentar, não deixe de consultar um nutricionista para saber qual delas é mais recomendada para você, combinado?

Fonte(s): G1FrufrutaAbril SaúdeTua SaúdeDicas de MulherMundo Boa Forma e Green Me

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