Natal é tempo de comemorar a vida, espalhar o amor e semear a esperança. Independente de você ter uma orientação religiosa ou não, o fato é que essa data mexe com todos nós, seja pelos presentes que trocamos com amigos e familiares, seja pela oportunidade de rever as pessoas que gostamos ou pelas deliciosas comidas que são preparadas.

A Ceia de Natal é um momento tão esperado quanto o da troca de presentes. Alguns pratos, como o peru ou o Chester, são preparados apenas nesse período. As tradições natalinas variam de cidade para cidade, de família para família, mas em linhas gerais podemos apontar alguns símbolos do Natal como sendo praticamente onipresentes.

Também separamos uma lista de receitas especiais para tornar a cerimônia deste ano inesquecível – sem que você se esqueça, é claro, de todos os cuidados que deve tomar com relação à pandemia.

As tradições natalinas na cozinha

São muitos os pratos considerados “típicos” no Natal brasileiro. Ano após ano novas ideias são testadas e cada região acrescenta um toque especial que remeta aos costumes locais. Contudo, alguns pratos atravessaram gerações como referência quando se trata de preparar uma Ceia de Natal.

Entre eles, podemos citar os seguintes:

Peru ou leitão como prato principal

Arroz, farofa, castanhas e nozes como acompanhamento

Salada tropical

Frutas de época

Panetone

Vinho ou champagne como bebida

É claro, isso não impede que o seu Natal tenha ainda outros pratos que também podem ser considerados tradicionais. Salada de maionese, salpicão e lentilhas. Basta acessar os sites de receitas natalinas para perceber que a lista é bastante extensa e há muitas variedades regionais. Falaremos sobre sugestões de pratos mais adiante.

A origem da Ceia de Natal

Reunir amigos e familiares na mesa para saborear uma deliciosa refeição na noite de Natal. A origem dessa tradição remete a um costume antigo do povo europeu. Conta a literatura da época que na semana que antecedia o aniversário de nascimento de Jesus, os cidadãos tinham como hábito deixar as portas de suas casas abertas para receber viajantes e peregrinos.

Juntamente com a família do hóspede, todos tinham a oportunidade de se sentar à mesa pelo menos por uma noite, saborear uma refeição digna, e seguir viajem no dia seguinte. Essa celebração era marcada por uma mesa farta, com muita comida e uma grande variedade de pratos – dentro das possibilidades das famílias da época, é claro.

Posteriormente, essa tradição foi se espalhando por outros continentes graças à colonização europeia, mas cada região adotou algumas particularidades. Consumir o peru na noite de Natal, por exemplo, é uma tradição genuinamente norte-americana, mas com o tempo outros países, como o Brasil, também incorporaram esse costume.

O peru natalino: como surgiu essa tradição?

Certamente você já deve ter se perguntado: por que durante o ano inteiro comemos frango e outras aves e no Natal especificamente recorremos ao peru ou ao chester? E mais: qual é a relação dessa ave com as tradições cristãs ou mesmo com a culinária brasileira?

As respostas mostram que essa nada mais é do que uma influência de outros povos. Vamos por partes.

O primeiro registro que se tem notícia dessa tradição data do ano de 1621. Na cidade de Massachusetts, em Boston, no que viria a ser os Estados Unidos, os moradores da região adotaram essa ave como prato principal do Dia de Ação de Graças.

A escolha da ave tinha uma lógica: além de ser abundante na região e, por isso, mais barata, os perus engordavam com muita facilidade, o que rendia porções muito mais generosas. Eles eram vistos também como um símbolo de fartura, pois perus gordos indicavam invariavelmente um ano de boas colheitas.

À época, parte da região era colonizada pelos espanhóis, e quando eles retornaram ao Velho Continente levaram com eles a tradição de comer peru. A iguaria acabou se tornando uma opção especial, virando uma espécie de alimento-símbolo das grandes ocasiões. Com as Grandes Navegações, os europeus levaram esse costume para diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Por aqui, o peru já era considerado uma comida “fina” desde a época do Período Colonial.

Confira receitas típicas de Natal

Graças a extensivas campanhas de marketing realizadas no Brasil a partir dos anos 70, o peru se consolidou como alimento-símbolo das tradições natalinas. Por ser uma carne um pouco mais dura do que a da galinha – principal referência dos consumidores em termos de aves – ainda na década de 70 a Sadia incluiu um termômetro no peru, que apitava quando a ave estivesse pronta e essa iniciativa se mostrou um sucesso.

Também tradicional dos Estados Unidos, o Chester foi introduzido na cultura brasileira no final da década de 70 pela Perdigão, com o objetivo de criar uma concorrência ao peru. O nome Chester é uma marca registrada da empresa e sua origem vem da palavra inglesa “chest”, que significa peito.

Diferentemente do que muitos imaginam, o Chester é na verdade uma espécie de “super frango”, com alto rendimento de peito. Ele não recebe hormônios ou algo do gênero, pois isso não é permitido por lei no país. Trata-se de um produto que passa por um rigoroso processo de seleção e nutrição balanceada, de forma que suas principais características sejam acentuadas.

As tradições de Ano-Novo na cozinha

Se no Natal comemoramos o nascimento de Jesus Cristo, no Ano-Novo celebramos a renovação da vida. A passagem de 31 de dezembro para 1º de janeiro é conhecida por Réveillon, palavra francesa que significa algo como “despertar” ou “retomar” – e para 2021, mais do que nunca esse sentimento de retomar é o que estamos buscando.

As comemorações do Ano-Novo são anteriores ao nascimento de Cristo. Foi em 46 a.C. que o líder romano Júlio Cesar ficou o dia 1º de janeiro como o “Dia do Ano-Novo”, dedicando essa data a Jano, o Deus dos Portões. Conta a história que Jano tinha duas faces – uma voltada para frente e outra para trás, simbolizando um olhar no passado e outro no futuro

e para 2021, mais do que nunca esse sentimento de retomar é o que estamos buscando.

Porém, nem sempre o Ano-Novo foi comemorado no dia 1º de janeiro. Em muitos países, que seguem tradições distintas da cultura ocidental, outras datas foram adotadas, pelas mais diversas razões.

Falando em culinária, alguns pratos se destacam nessa época do ano. É o caso da carne de porco, da lentilha, além de frutas e verduras. A escolha delas está muito mais ligada às superstições que atravessaram os anos passadas de geração para geração. E ai de quem questionar se essas coisas funcionam ou não: na dúvida, continue fazendo, afinal mal não faz, pelo contrário: é uma delícia.

Curiosidade

Você sabe por que não temos o hábito de comer aves no Ano-Novo? Simples, a superstição fala que “dá azar” comer carne de animais que “ciscam para trás”, como é o caso da galinha e do peru. Por isso a preferência pelo porco, que com o focinho “fuça para frente”.

Lentilha

“Lentilha no Ano-Novo, dinheiro o ano todo!”, diz um ditado italiano que chegou ao Brasil junto com os imigrantes e perdura até os dias de hoje.

De acordo com a tradição, consumir uma colher de sopa de lentilha logo após a meia-noite é garantia de prosperidade nos próximos 12 meses. Um dos motivos para isso é que o formato da lentilha lembra pequenas moedas.

Arroz

Independentemente da polêmica sobre levar uva-passa ou não, o arroz branco ou o arroz à grega sempre estão presentes na ceia de Ano-Novo, pois eles são excelentes acompanhamentos para a lentilha e as carnes.

Além disso, o arroz é um símbolo de fartura e fertilidade – é por esse motivo que jogamos esse alimento nos recém-casados. Ainda, em países como Coreia, Japão e Dinamarca, a tradição diz que ele traz sorte

Louro

Seja para temperar a lentilha ou a carne suína, o louro é uma especiaria muito presente no Ano-Novo. E isso não acontece apenas pelo sabor que ele adiciona aos pratos, pois há muito tempo essas folhas são associadas ao sucesso e à sorte.

Afinal, os “louros da vitória”, entrelaçados na forma de coroa, já eram oferecidos aos atletas da Grécia Antiga e aos generais vencedores do Império Romano. A tradição é tão forte que, até hoje, a coroa de louros continua sendo um símbolo de glória, especialmente nos Jogos Olímpicos.

Confira receitas típicas de fim de ano

Como organizar e decorar a sua casa para as festas de fim de ano

Antes de tudo, um alerta: em 2020, em razão das restrições de distanciamento social em função da pandemia de coronavírus, as festas de Natal não poderão ser como as de antes, com muitas pessoas aglomeradas em uma única residência. A Caldo Bom recomenda que você siga todos os protocolos de segurança recomendados pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias municipais. Use máscara e álcool gel e evite aglomerações.

Entretanto, isso não impede que você decore a casa e comemore o Natal e o Ano-Novo com as pessoas com as quais você já convive no dia a dia. A ideia aqui é propor uma decoração mais simples, mas sem deixar de lado o espírito natalino. Uma árvore de Natal com presentes, um presépio e alguns outros toques especiais são capazes de transformar a sua residência e colocar a sua noite de Natal em outro patamar.

Use arranjos para modificar o ambiente

Utilizar flores para incrementar a decoração é sempre uma boa escolha. Porém, quais flores escolher ou com que antecedência comprar esses itens? Evite flores de corte, pois elas acabam durando menos em razão das temperaturas mais altas, comuns à essa época do ano no Brasil.

Prefira galhos secos com folhagens. Eles são mais duráveis e podem ser preparados com até uma semana de antecedência sem estragar. Em muitos casos, eles duram o suficiente para serem reaproveitados na semana seguinte, no Ano-Novo.

Pense no cardápio com antecedência

Não deixa para a última hora a definição do cardápio da noite de Natal e Ano-Novo. Muitos pratos típicos dessa época do ano requerem um pouco mais de ingredientes, como temperos menos convencionais, e deixar para a última hora pode significar não encontrar opções nos supermercados mais próximos.

Algumas entradas, como tortas e quiches, podem ser preparadas com antecedência e congeladas, o que facilita a execução no dia da festa. As “carnes de festa” – peru, Chester, tender, peixes e leitão – tendem a subir de preço no final de ano, além de simplesmente desaparecerem do congelador no supermercado em razão da alta demanda.

Separe as louças de festa

Sabe aquelas louças de festa, que costumamos utilizar apenas em ocasiões especiais? Essa é hora de colocá-las na mesa. Porém, você se lembra como elas estão desde a última vez que você as utilizou? Aproveite os dias que antecedem as festas para checar se elas estão em ordem ou se você precisa de mais alguma coisa.

Aproveite também para conferir outros itens como toalhas de mesa, jogos americanos, talheres e eletrodomésticos utilizados com menor frequência, como batedeiras ou formas de doces. Novamente, vale a dica: não deixe para a última hora, sob risco de não conseguir encontrar o que precisa nas lojas.

Como organizar e decorar a sua casa para as festas de fim de ano

Se tudo correr como o planejado, você estará bastante cansado depois da Ceia de Natal e da noite Réveillon. Para quem recebe vistas em casa, fica para depois da festa o trabalho de fazer a limpeza e guardar as comidas que sobraram para os dias seguintes. Porém, como fazer isso já a altas horas da madrugada, de barriga cheia e com o sono batendo na porta? Algumas dicas podem ajudá-lo a organizar as coisas.

Priorize os itens que estragam mais rápido

Entre limpar a sala de jantar ou a cozinha, não tenha dúvidas: dê prioridade para a segunda. Os alimentos que não forem armazenados corretamente correm o risco de estragar ou perder o sabor para as refeições seguintes. Além, doces e salgados descobertos em cima da mesa podem atrair bichos.

Recolha os pratos e coloque a louça de molho na pia. As sobras do banquete devem ser guardadas em potinhos: o que precisar se colocado na geladeira deve ter prioridade. Para os demais itens, basta cobri-los com papel alumínio, papel filme ou um pano de prato limpo.

Não deixe as manchas para depois

Viu que algum lugar ficou manchado, seja por vinho ou gordura? Não deixe para resolver isso depois. Quanto antes você tentar remover uma mancha, maior é a chance de conseguir. Use papel toalha e produtos de limpeza adequados para isso.

Porém, se você se descobriu a mancha depois que todo mundo foi embora, lamentar não vai adiantar nada. A regra de “agir rápido” continua valendo. Faça o melhor possível com o material que você tiver em mãos no momento, mas não deixe para o dia seguinte, quando com certeza as coisas ficarão muito mais difíceis.

Deixe a louça de molho

Você não precisa lavar um por um dos pratos e talheres antes de dormir. Dependo da quantidade de louça que tiver, você vai virar a madrugada para deixar a cozinha em ordem. Deixe para fazer isso no dia seguinte, quando você estará mais disposto, mas prepare o terreno para facilitar as coisas.

Encha metade da pia com água e tampe o ralo. Adicione um pouco de detergente líquido e deixe a louça de molho até o dia seguinte. Isso fará que com que a gordura se solte com mais facilidade na hora que você for lavar. Separar os itens por categorias (talheres com talheres, pratos com pratos, e assim por diante) também é uma boa pedida.

Feliz Natal e Próspero Ano-Novo

O ano de 2020 foi especialmente difícil para todos nós, mas esperamos que você e sua família tenham chegado bem e com saúde para o início de 2021.

Para a Caldo Bom, o ano que está terminando foi repleto de novidades. Lançamos, por exemplo, a nossa linha vegana, com misturas para hambúrguer, quibe e almôndega à base de feijão, lentilha e ervilha.

Queremos agradecer a sua companhia em todos os momentos. Seja adquirindo nossos produtos online ou nos supermercados, ou mesmo acompanhando as nossas ações nas redes sociais. É um prazer estar sempre na sua mesa e que seu 2021 seja especialmente saboroso.